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RAP, três músicas sem palavrões que podem ser utilizadas na escola.

  • layanelorrane128
  • 27 de set. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de set. de 2022

Muitos professores apesar de terem grande interesse, acabam tendo receio de trabalhar alguns temas usando músicas de Rap e um dos motivos são os palavrões diversificados em meio as melodias. No começo é animador, mas quando um responsável pelo aluno aparece reclamando, o professor fica sem ter muito que fazer a respeito. Não é mesmo?


O Rap, assim como o Funk faz parte da história de diversos alunos, e assim é possível encontrar músicas que não possuem tantos palavrões e trazem letras para refletir sobre aspectos da realidade destes jovens, inclusive os incentivando a procurar um caminho melhor, vendo que nem tudo está perdido.


Desta forma, indicaremos três músicas que podem ser trabalhadas na escola, em especial voltadas para o Ensino Médio e Superior.


1 - A Família - Brinquedo Assassino.


Essa música relata a história de um homem que desde a infância foi inserido na vida do crime. No decorrer da música são citados motivos que levam os jovens para a criminalidade como crescer em um ambiente desestruturado, não ter oportunidades, pobreza e a necessidade de adquirir dinheiro fácil.

A música tem estrofes marcantes como:


“Porque a vida sempre ofereceu pra mim a morte

A morte me chamou pra brindar, me oferecendo a sorte

Nunca ninguém me deu um ponto positivo

Quando fui roubar me chamaram de agressivo”



Muitos jovens ingressam na criminalidade com a ilusão de conseguir uma vida melhor, o que é narrado pelo jovem, assim como a falta de oportunidades citada na estrofe a seguir:


“Se eu tivesse tido chance seria jogador Cantor de rap pra expressar minha dor”


2- Atitude Feminina – Rosas.


Rosas é uma música que narra a vida de uma menina que cresceu em uma família desestruturada, mas que apesar das dificuldades sonhava em sair daquele meio e ter uma família estruturada. Ela se apaixonou por um rapaz e ignorou os concelhos da mãe indo viver com ele. Após algum tempo vivendo juntos, as coisas mudam e o rapaz comete agressões físicas e psicológicas contra a jovem gravida que acaba falecendo.


O inicio da música já é marcante e apresenta a seguinte estrofe:


A cada quinze segundos uma mulher é agredida no Brasil E a realidade não é nem um pouco cor-de-rosa A cada ano, dois milhões de mulheres são espancadas Por maridos ou namorados”.


Essa canção é um alerta para que os jovens não se submetam as agressões dos parceiros e descreve como em algumas situações as meninas acabam buscando uma fuga em relacionamentos amorosos sem sequer imaginar que isso pode acabar com sua vida. Na obra, a menina acredita que saindo de casa terá uma vida melhor e ser feliz, ilusão que muitas jovens acabam tendo, principalmente por viverem em lugares abusivos e com relacionamento tóxicos em cada.


Isso fica claro na estrofe citada abaixo:



“Numa atitude impensada, sai de casa pra ser feliz

Não dever satisfação, ser dona do meu nariz"

Não aguentava mais ver a minha mãe sofredora

Levar porrada do meu pai embriagado e à toa

Meu irmão se envolvendo com as paradas erradas

Cocaína, maconha, 157, Armas

Eu estava feliz no meu lar doce lar

Sua roupa, olha só, tinha prazer de lavar”




3 – Pacificadores – Eu Queria Mudar.


Outra obra muito interessante pertence ao grupo Pacificadores, a música narra a história de um jovem que acabou em meio a criminalidade por falta de opções, a pobreza e a desinformação contribui para que os jovens vejam a bandidagem como algo de se orgulhar, o que é errado e na música fica claro na estrofe abaixo, onde o jovem diz que queria mudar:


Eu queria mudar, eu queria mudar Eu queria mudar, eu queria mudar O meu mundo me ensinou a ser assim Fazer a correria, os cana vim atrás de mim”


Ele ainda faz uma analise a respeito da corrupção e as diferenças de classe citando:


“Se quem governa o país também aprendeu a roubar Eu roubo a mão armada, eles roubam no caô Me chamam de bandidão, chamam eles de doutor"


Com as músicas citadas anteriormente é possível abordar assuntos como gravidez na adolescência, agressão contra mulher, pobreza, violência, feminicídio, assédio, corrupção e as consequências da criação de crianças em ambientes desestruturados.



Escrito por: Layane L. P. de Moura.


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